Conheça um pouco mais do propósito, da visão e posicionamento do Observatório do Ecossistema de Saúde do Brasil.
Qual o objetivo do OESB para a saúde brasileira?
O Observatório do Ecossistema de Saúde do Brasil tem como objetivo ampliar o entendimento de tomadores de decisão e da opinião pública sobre as relações público-privadas da saúde no Brasil por meio de dados, pesquisas e outros insumos de conhecimento. Para isso, colaboramos com a sociedade civil, instituições de pesquisa, órgãos fiscalizadores, gestores públicos e legisladores, contribuindo tecnicamente na formulação e aprimoramento de políticas de saúde. Nosso papel não é defender interesses setoriais, mas contribuir para que decisões sejam tomadas com base em evidências e considerando seus impactos sobre o sistema como um todo.
Além disso, o Observatório também dissemina e facilita o acesso a informações e evidências que apoiam o monitoramento das ações e proposições de instituições governamentais e entidades privadas que dizem respeito às relações público-privadas na saúde do Brasil.
O que o OESB considera como o “Ecossistema de Saúde do Brasil”?
Este conjunto de palavras foi escolhido para denominar o Observatório buscando abarcar a diversidade de atores e suas intrincadas relações na área da saúde brasileira, que guarda muitas especificidades em relação ao resto do mundo. Um ecossistema é definido como a interação de seres vivos e não vivos com o ambiente e entre si. Assim como nesse conceito, o sistema de saúde também opera de forma relacional e interdependente, seja porque os atores compartilham recursos (tais como profissionais de saúde, infraestrutura e financiamento), seja porque suas decisões estão profundamente interligadas.
O que chamamos de “Ecossistema de Saúde do Brasil” no Observatório é o conjunto de atores que compõem a saúde no Brasil e as relações entre eles. Isso inclui a rede pública de saúde sob gestão dos governos federal, estaduais e municipais, os órgãos reguladores, a indústria (farmacêutica, de equipamentos e insumos), as operadoras privadas, além de milhares de prestadores de serviço, como hospitais, clínicas, laboratórios e profissionais da área, e os próprios usuários do sistema.
Quem financia o OESB? Quem são os parceiros e quem está envolvido na iniciativa?
O Observatório é uma iniciativa conjunta do Instituto de Estudos para Políticas em Saúde (IEPS) e da UMANE, e conta também com financiamento do National Institute for Health and Care Research (NIHR). O IEPS é uma organização sem fins lucrativos, independente e apartidária, com regras de financiamento que vedam contribuições de empresas e entidades com interesse direto no setor de saúde, como forma de evitar conflitos de interesse. Seu objetivo é contribuir para o aprimoramento das políticas públicas para a saúde no Brasil. A Umane é uma organização da sociedade civil, isenta e sem fins lucrativos, cujo propósito é fomentar a saúde pública de forma sistêmica, ampliando sua equidade, eficiência e qualidade para todos que vivem no Brasil. O NIHR é a instituição responsável pela pesquisa em saúde e assistência social do Reino Unido.
O OESB também dialoga com instituições públicas, órgãos de controle, pesquisadores e organizações da sociedade civil, preservando sua autonomia técnica.
Qual a relação do OESB com o governo?
O OESB é uma organização totalmente independente de governos, que busca colaborar tecnicamente na elaboração e fiscalização de políticas públicas, e para isso dialoga com diferentes atores do Estado.
Quem pode usar os dados e estudos do OESB?
Os dados e estudos do OESB são de livre uso e reprodução, desde que citada a fonte. No caso de estudos de terceiros, é necessário citar a fonte original. O objetivo do observatório é ampliar o acesso a informações e dados que ampliem o entendimento sobre as relações público-privadas na saúde do Brasil e apoiem a tomada de decisão de gestores.
Por que é importante entender as relações público-privadas na saúde? Qual a relação com o dia-a-dia das pessoas?
Uma vez que as esferas pública e privada da saúde compartilham diferentes elementos, como profissionais e equipamentos, as mudanças em uma impactam diretamente a outra. Isso pode influenciar diversos fatores, como tempo de espera por serviços, disponibilidade de profissionais e procedimentos em determinadas regiões, ou mesmo os custos para o paciente no caso dos serviços privados. Na prática, essas relações afetam todas as pessoas que buscam atendimento em saúde, seja ele público ou privado.
