Da redação OESB

O resultado líquido do setor de Saúde Suplementar em 2025 foi o maior da série histórica em termos nominais, superando inclusive o recorde anterior durante a pandemia de COVID-19. O setor registrou receitas totais de R$ 391,6 bilhões, com lucro líquido acumulado de R$ 24,4 bilhões no ano, segundo dados divulgados em março pela ANS. Esse resultado equivale a aproximadamente 6,2% da receita total do período, ou seja, para cada R$ 100,00 de receitas, o setor obteve cerca de R$ 6,20 de lucro. Com isso, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) chegou a 16,4%, patamar superior aos anos pré-pandemia.

Três das maiores operadoras concentraram quase metade do lucro agregado informado à ANS (49%), evidenciando a influência do desempenho dessas grandes empresas no resultado geral do setor. Apesar da concentração, registrou-se um crescimento geral nos resultados do setor. Ao todo, 73,5% dos entes regulados (731 entidades) encerraram o período com resultado líquido positivo, um aumento de 3,7 pontos percentuais sobre o ano anterior.

As operadoras médico-hospitalares, principal segmento do setor, alcançaram juntas lucro líquido de R$ 23,4 bilhões, impulsionado pelo aumento do resultado operacional, pela contribuição do resultado financeiro, bem como por efeitos não recorrentes, decorrentes de reorganização societária e créditos tributários da operadora com maior lucro.

De acordo com o dados da ANS, as autogestões foram a única modalidade a registrar prejuízo operacional de R$ 3,1 bilhões, 45,5% a mais que no ano anterior. Apesar do recorde no agregado, o total de autogestões com prejuízo operacional (63,5%) diminuiu em relação ao ano anterior.

As aplicações financeiras das operadoras médico-hospitalares totalizaram R$ 134,5 bilhões ao fim de 2025, permanecendo como uma fonte relevante de receita adicional que contribui fortemente com o lucro final. O resultado financeiro do setor no período foi de R$ 14,7 bilhões.